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Arquivo de maio, 2008

13/05/2008 - 00:28

Jairzão e Lu

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Poxa, fiquei até emocionado ao ver meu pai e minha irmã nesse video de 1984! Muito legal mesmo. O post no Youtube é do isquericrou. A Lu já mandava bem desde pequenininha!
Música na alma,
J.O.

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05/05/2008 - 23:25

Texto do Pentacampeonato Brasileiro

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Ah! Quero aproveitar e parabenizar todos os Palmeirenses pelo título paulista de 2008 conquistado com todos os méritos. Jogaram bem, tiveram um excelente planejamento e mereceram a taça.
Agora, aproveito o tema futebolístico e gostaria também de compartilhar um texto que escrevi para a ocasião do pentacampeonato brasileiro de meu querido tricolor paulista.
Tal texto foi publicado recentemente na revista Fast Life e enaltece principalmente a paixão que nós brasileiros nutrimos por esse esporte contagiante, independente da agremiação pela qual torcemos.
Espero que gostem. Música e futebol na alma.
J.O.

A LAGRIMA

Lá estava ele à distância, paralisado, atento a cada minuto que passava e completamente alheio aos gritos e cantorias da eufórica turba. Enrolado no manto de três cores, com os olhos fixos, esbugalhados, permanecia simplesmente entorpecido. Ano passado o pai (mais precisamente a mãe) achava que ainda era muito novo para tais emoções e euforias, mas agora que completara os 7 anos de idade, poderia se render aos encantos das quatro linhas e do espetáculo de alegria que, dignamente, ostenta o nome de São Paulo Futebol Clube. Envolto na bandeira, mal se incomodava com o fato do time adversário ter feito os dois primeiros gols da partida. Dava com os ombros e dizia com altivez: “Já somos mesmo campeões”. O pai concordava, levantando bruscamente seu pequenino braço, quase fazendo a bandeira escorregar ao chão. O empate veio somente aos trinta e nove minutos do segundo tempo e o apito final do juiz fez o estádio inteiro dançar. Ele não; permaneceu abraçado àquele pedaço de pano sagrado e, no calor desse abraço, uma lágrima escorreu por sua bochecha. Aliás, era talvez a primeira vez que chorava não por medo, dor ou tristeza, mas sim por pura emoção. Ali acontecia seu batismo no mundo da bola. Ali, naquele exato momento, descobria o significado real da paixão. Uma paixão tricolor. 1/3 preta, 1/3 branca e 1/3 vermelha. As mesmas cores da alegria. Não digo que ela não se manifeste em outros pigmentos, mas no terreno glorioso desses três, ela certamente se regozija. Como o garoto que agora espera ansioso para ver o troféu do campeonato nas mãos de seus queridos heróis.
Não quero aqui também discorrer sobre a justiça ou a competência administrativa de cada escuderia dentro de um dos mais fascinates campeonatos de futebol do mundo. Na caixinha de surpresa das quatro linhas, realmente tudo pode acontecer e, exatamente nessa imprevisibilidade, reside o fascínio do jogo. Mesmo que nem sempre vença o melhor (que por certo não é o caso aqui). Mas a real beleza do espetáculo está, indubitavelmente, na lágrima do garoto. No abraço sincero que a bandeira lhe proporciona, começa uma história de amor que é digna da mais linda canção ou livro sobre o assunto. Pode esse amor ser tricolor, alvi-negro, alvi-verde, rubro-negro, colorado, celeste, enfim, as cores são somente meros adornos para enfeitar os olhos brilhantes desses seres apaixonados. E nesses momentos únicos de euforia, o esporte se transforma em um show de glória rara. Sem a feiúra de inúteis confusões ou brigas, a arte do futebol retribui com esplendor o amor que preenche os corações de gorotos, garotas, jovens e veteranos.
Naquele estádio lotado, com o pentacampeonato tricolor já garantido, a torcida cantava o hino de Porphyrio da Paz como um mantra sagrado da vitória. As medalhas iam sendo colocadas no peito de cada atleta e a tão esperada volta olímpica já se desenhava. Diante de todo esse “rebuliço”, o pai virou-se para levantar o garoto acima de seus ombros. Parou. Tudo silenciou ao redor. Hino, torcida, medalhas, troféus perderam momentaneamente o valor. Naquele dia de festa são-paulina, o prêmio maior não entrou em campo. Não era o troféu “das bolinhas” nem a esperança para a Libertadores do próximo ano. O prêmio maior ficou ali no meio da arquibancada enrolado em uma pequena bandeira. Inesquecível mesmo foi a lágrima do garoto.

Jair Oliveira
Músico, São-Paulino e Pai de Isabela

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